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Duas Coisas Maravilhosas
Duas Coisas Maravilhosas

Duas Coisas Maravilhosas

 

No Novo Testamento Deus nos revelou duas verdades maravilhosas - a cruz e a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Que assunto solene e bendito para ocupar nosso coração - a morte do Filho de Deus sobre a cruz do Calvário neste mundo, e Sua glorificação à destra da Majestade nas alturas. Quão pouco nossas almas penetram nestas coisas tão preciosas, embora a glória de Deus e o destino eterno de toda a raça de Adão dependam delas.

 

Sem a morte de Cristo não teria havido salvação; sem a ressurreição, a Sua morte teria sido em vão.

A morte de Cristo foi o ato voluntário de um Homem santo, perfeito e sem pecado. A morte não tinha poder sobre Ele, pois a morte é o salário do pecado, e nEle não há pecado (1 Jo 3:5). E a morte é o poder de Satanás (Hb 2:14), mas Satanás não tinha poder algum sobre Ele. "Se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim" (Jo 14:30). Jesus entregou Sua vida para a glória do Pai, para a salvação do que era Seu, e para a redenção da criação.

 

O fundamento de tudo isso foi perfeitamente embasado em Sua morte. Deus foi infinitamente glorificado, e o juízo pelo pecado foi carregado pelo Santo de Deus. Ele clamou, "Está consumado!", e entregou o espírito.

Se, no entanto, tudo terminasse ali, a cruz demonstraria tão somente que o homem manifestou sua própria vontade contra o Cristo de Deus, e Satanás teria tido a vitória. Mas onde está o Senhor agora? Ele foi colocado na sepultura, porém Deus O ressuscitou de entre os mortos, e Lhe deu glória. A maior vitória do inimigo provou ser a sua maior derrota. A cruz está vazia, a sepultura está vazia, e Cristo está ressuscitado! A ressurreição de Cristo é o triunfo completo e eterno sobre todo o poder do inimigo. Toda a questão de pecado, pecados, Satanás, morte, julgamento e inferno, encontrou uma resposta definitiva na cruz. A ressurreição é o testemunho de Deus para todo o universo do fato que os Seus santos requisitos foram todos perfeitamente satisfeitos, de uma vez para sempre, e que Ele Se encontra infinitamente glorificado na obra de Seu Filho. Ele exaltou, à Sua destra, o bendito Homem que fez tal obra.

 

Aquele que foi crucificado é agora Aquele que está glorificado. A cruz foi trocada pelo trono.

 

Jesus foi feito ambos: Senhor e Cristo. Bem cedo, toda criatura inteligente celebrará o Seu louvor e O reconhecerá por digno como Homem em Seu lugar exaltado.

Nunca devemos separar a glória da cruz. Se me ocupar somente com Cristo na cruz, e com minha morte com Ele ali, ficarei muito aquém de desfrutar a bênção e o privilégio que me pertencem como cristão. Se me encontrar ocupado com Cristo na glória, e com minha associação com Ele ali, e esquecer-me da cruz, irei me tornar altivo, e tanto meu andar como minha maneira de ser ficarão fora da realidade. O conhecimento do evangelho da glória de Cristo envolve a responsabilidade correspondente.

 

Se Cristo, o Amado na glória, for à medida de minha aceitação diante de Deus, Cristo, e Cristo somente, será o padrão e o modelo para meu andar e para meu proceder. Que Deus possa, em Sua rica graça, nos capacitar a penetrarmos mais e mais na maravilhosa posição que temos diante de Deus, e a andarmos, em nossa vida e circunstâncias diárias, de modo digno de nosso elevado chamamento, até que contemplemos nosso Salvador face a face.

 

E.H.Chater 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald