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O Avô e o Neto
O Avô e o Neto

Certo avô não podia suportar ruídos em redor de sí;

Sentia-se com poucas forças e, de um modo geral, ficava nervoso: resmungava continuamente com os netos e, regra

geral, mandava-os sair de sua presença.

Um dia ouviu o pequeno neto João, dizer a sua mãe:

- Mãezinha, no céu não há lugar para mim!

- Mas, João. - Quem te disse isso, qual o motivo de você pensar assim? Não queres ir para o céu?

Ele olhando para sua mãe e avô, respondeu:

- Sim, eu quero mãezinha, mas se eu for para lá, serei com certeza posto para fora, porque o avô vai para lá também.

- Sim, cremos que ele vai, mas o que queres dizer com isto? disse-lhe a mãe.

Um pouco temeroso respondeu:

- Bem, se eu for, encontrarei o avô e ele com certeza vai me dizer: Que fazer tu aqui menino? Nada mais fazes a não ser

barulho. Vai-te, coloca-te a andar, não te quero fazendo barulho aqui.

O avô, vendo a situação, ficou envergonhado; Olhou para o neto, o chamou em seus braços e depois disse:

- Ouve, João, eu vou ser mais diligênte para não ser mais resmungão, e a coisa que mais quero é que nós dois

possamos nos encontrar no céu.

Caro leitor, espero que você possa com esse simples  conto tomar uma atitude quanto ao ser resmungão e reclamão.

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald