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Os Dois Filhos - As Bodas
Os Dois Filhos - As Bodas

Estudo sobre Mateus 21: 28 – 32 – Mateus 22: 1 - 14

Aqui vemos o Senhor começar a expor a infidelidade do povo de Israel e faz isso até o capitulo 22:14. Ele inicia com uma pergunta que coloca a conduta deles diante dos olhos de Deus.

Vejamos que Ele usa o segundo filho para levá-los até João Batista, a quem já rejeitaram como todos os outros profetas e deixa claro que os que viriam depois não são melhores do que eles, mas que tinham um coração contristado, sendo assim, têm aqui uma Expressão literalmente para Israel, pois esse é o povo que infelizmente mesmo vendo e ouvindo não se arrependeu, mesmo chegando ao arrependimento inicial com João Batista, como acontecia com todos os profetas, Israel sempre rejeitava-os no final, eles rejeitaram a Jesus, e sendo assim não podem participar das bodas, e nisso vemos que as duas parábolas que se seguem a essa estão intimamente ligadas, e todas tratam primeiramente de Israel, mas não quero dizer com isso que não podemos fazer uma aplicação pessoal para nós.

Estou apenas dizendo que não podemos jogar o contexto correto fora e esse contexto coloca Israel em primeiro plano.

Vejamos que aquele que no inicio rejeitou o Senhor e depois se arrependeu é uma figura daqueles que não receberam a João Batista, pois João Batista esta sempre intimamente ligado a Israel, e isso é claro esta ligado aqueles que estão de fora, ou seja, aos não israelitas, ou seja, nós, os que chegamos ao Senhor pela graça, aqueles que outrora éramos distantes de Deus, pois éramos gentios.

Quanto ao que aceitaram a João Batista e depois não aceitaram o caminho do Senhor é claro uma figura de Israel, pois muitos se arrependeram, na verdade um arrependimento falso e seguiram a João Batista, mas esses não aceitaram ao Senhor Jesus, pois queriam um rei que tivesse domínio e não um rei rejeitado e exposto na cruz. Como sempre Israel fez, rejeitou os seus profetas.

Quanto à parábola da Vinha que temos a seguir, sugiro que leia meu estudo que está postado no site “Os Lavradores Maus e a Vinha”.

Na parábola das bodas do filho do rei, vemos então claramente tudo o que o Senhor expôs até aqui, deixando claro que Israel rejeitou o convite e por isso ficaria de fora. E quem entraria no reino agora? Todos os convidados das nações, ou seja, eu e você que não somos israelitas e que podemos chegar até Ele pela fé, pois os Seus o rejeitaram.

Mas preste atenção, pois aqui também percebemos uma mistura, e nem todos aqueles que aceitaram o convite tinham a roupa própria para estar presente, ou seja, agora não importa mais a nação ou Israel, agora o que importa é estar vestido de Cristo, é estar preparado, é ter aceitado ao Senhor Jesus como Senhor, e quem O recebem como Senhor faz as coisas que Ele manda. Tomemos cuidado para não nos enganarmos, pois as Bodas nos mostram através desse que não tinha as roupas próprias, que na cristandade hoje, na igreja como se é chamada, temos a mistura do joio, e assim vemos que infelizmente será assim até o fim, pois este só é colocado para fora quando o rei entra para ver os convidados e lembremos que esse dia chegará.

Espero assim que possa ter ajudado com poucas palavras o contexto geral dessas parábolas.

Só gostaria que você leitor, seja a aplicação que for fazer, não perca de vista o sentido principal, que é o povo de Israel e sua rejeição e lembre-se: nós não somos o Israel de Deus hoje, somos a Igreja de Deus e de maneira nenhuma substituímos a Israel, pois vemos nas parábolas que Israel sempre terá o seu lugar.

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald