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Reino e Rei
Reino e Rei

 

“E, chegando-se Jesus, falou-lhes dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.”

Mateus 28: 18

“E porque me chamais, “Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” Lucas 6: 46

“Se alguém vier a mim, e não amar menos, a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo." Lucas 14: 26

Queridos leitores, gostaria muito se chamar a sua atenção ao ser verdadeiramente discípulo do Senhor Jesus, e veja bem, que se O chamamos de Senhor, devemos não apenas reconhecer com nossos lábios e sim com nossas atitudes, que lhe obedecemos e fazemos a Sua vontade.

Para ilustrar bem essa situação quero levar você a pensar na Inglaterra, com sua rainha, e seu primeiro ministro. Imaginemos que nosso eu é o primeiro ministro do reino de nossa vida, e o Senhor Jesus é o Rei desse reino. Quem realmente manda nesse reino? O primeiro ministro ou o Rei? No caso da Inglaterra, quem manda é o primeiro ministro, ainda que todos tenham um profundo apreço pela rainha, ela tenha uma grande morada e seja uma figura em que os ingleses se orgulham e homenageiam, agora olhando para você em relação ao Senhor Jesus, esta historia tem alguma diferença? Ou o Senhor Jesus, também é digno de receber homenagens, lembranças, longos discursos, mas quem manda mesmo é você, em você mesmo.

Estou usando esta pequena ilustração para chamar a sua atenção, pois muitas vezes o Senhor Jesus, não passa de uma linda figura em nós, e baseado nos versículos que temos acima, não deve ser assim, o fato é que para que Ele seja rei de fato em nossas vidas, tudo deve estar sob o comando e controle dEle, mas reconheço que não é fácil, para isso precisamos treinar, nos dedicar e abrir mão de nós mesmos, pois enquanto isso não acontecer, nossa vida será como a Inglaterra, muito bonita por fora, mas quem manda mesmo em nós é nosso primeiro ministro, ou seja, no nosso caso, o nosso próprio “eu”.

Confiar e obedecer são duas lindas palavras, mas na pratica elas demandam de ação, podemos sim dizer, que confiamos e obedecemos e na verdade não fazemos nenhuma coisa nem outra, nem sequer perguntamos ao Senhor qual Sua vontade para nossas vidas, outras vezes, perguntamos de fato, mas no segundo momento, simplesmente esquecemos e vivemos como queremos.

Caro leitor, podemos assim ver pelas passagens da Bíblia as quais nos propomos a meditar que ter o Senhor Jesus como Senhor demanda a ação de obedecer e muitas vezes, ou melhor na maioria das vezes queremos ter a Ele apenas como Salvador, mas não se esqueça que o domínio dEle, veio porque você o confessou como Senhor e Salvador, isso implica que Ele tem direto sobre sua vida e que Ele pode sim,levar você a uma série de situações que podem resultar em disciplina e ensino e muitas vezes esse caminho é um pouco dolorido e até difícil.

As vezes achamos que será difícil, outras vezes que será fácil, mas quero apenas dizer que na verdade tudo começa da sua disposição de abandonar tudo aquilo que não é conforme a vontade do Senhor, como podemos ver no versículo de Lucas 14:26, amar menos aqui implica em deixar para trás o que for desnecessário, aquilo que lhe atrapalha, aquilo que te impede de seguir adiante.

Quero assim finalizar, mais esse pequeno estudo, deixando para você a decisão de ser Súdito ou Rei, as vezes rei disfarçado de primeiro ministro, lembre-se no Reino de Amor de Nosso Senhor Jesus, não existe lugar para dois reis, ou você está reinando e Ele esta fora do comando, ou Ele esta reinando e você se encontra fazendo a vontade dEle.

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald