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O Que é Santidade?
O Que é Santidade?

SANTIDADE/SANTIFICAÇÃO

Uma definição do termo

 

Todo leitor da Bíblia está familiarizado com o fato de que a Palavra de Deus fala,  constantemente, de “santificação, santo, separado”.

Objetos “santos”, no Antigo Testamento, eram os que, pelo seu uso, haviam sido separados para Deus (veja os objetos santos na tenda da congregação, Levítico 8:11, e no templo, 2 Crônicas 2:4. Veja também, 1 Pedro 1:18).

 

Quando o profeta Isaías, em sua visão no capítulo 6, vê ao Senhor “sobre um alto e sublime trono”, ele ouve os Serafins dizendo uns aos outros: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos...” (v. 3). Santidade é uma característica de Deus, que ama a pureza e rejeita o mal, e isto significa que Ele é separado e totalmente distinto de tudo que nós, humanos, podemos conhecer e entender. Nós não podemos sondar a Deus em Sua santidade. Se nós devemos ou podemos entender algo dEle, isso somente é possível quando Deus mesmo Se revela a nós. A propósito, o mesmo vale para o amor divino, “porque Deus é amor” (1 João 4:8). Ninguém de nós poderia sequer conhecer esse amor se Deus não Se manifestasse como tal. Porém, nós sabemos, das Sagradas Escrituras, que Deus Se revelou na Pessoa do Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo (1 João 4:9; Hebreus 1:1; João 1:18). Ele era Aquele do qual Deus manda dizer que “o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35). Deus, em Seu amor e em Sua santidade, foi revelado em Seu Filho, em Suas palavras e ações, e de maneira absolutamente única, quando Ele consumou a obra na cruz. Aqui se evidenciam as duas características de Deus, a saber: Deus é amor, Ele sacrifica Seu Filho pelos pecadores. Deus é santo, e Sua santidade é evidenciada de uma maneira nunca antes vista quando Ele julga ao Senhor Jesus — que em Si mesmo era absolutamente sem pecado e puro — na cruz, por Ele carregar nossos pecados ali. Deus o desamparou ali, e fez com que Ele suportasse o salário do pecado, a morte.

E agora Deus manifesta Seu amor também pelo fato de que Ele nos santificou “pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hebreus 10:10).

 

O crente como um “santificado” ou como um “santo” – sua posição diante de Deus.

 

Deus nos torna santos, e não a beatificação realizada pelo homem.

Sobre a base dessa obra do Gólgota, Deus, em Sua graça, tornou todo verdadeiro cristão em um “santo”, i. e., Ele o comprou para Si, o tirou “do presente século mau” (Gálatas 1:4), a saber, do mundo como o sistema que é governado por Satanás, e o “separou” ou “santificou” para Si mesmo. Nós somos de Deus, “em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Coríntios 1:30, veja também 1 João 3:1; 5:19).

Nós somos “santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hebreus 10:10). Deus nos elegeu “desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade” (2 Tessalonicenses 2:13).

Essa é a posição na qual Deus colocou ao crente que, por conseguinte, é eterna, imutável e perfeita, como tudo que Deus faz. Antes nós estávamos em uma posição totalmente diferente diante de Deus: pecadores, impuros, corrompidos...; primeiro o apóstolo Paulo descreve esse estado com palavras claras na sua primeira carta aos coríntios, e então diz: “mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados,...” (1 Coríntios 6:9-11).

  1. B. Hole escreve a esse respeito: “Nada poderia ser mais claro do que isto. Nós não nos tornamos os santificados de Deus por termos alcançado certo grau de santidade prática. Nós somos os santificados de Deus, e isso nos obriga à santidade ou à santificação prática. Se o primeiro caso mencionado fosse o caminho de Deus, isso corresponderia ao princípio da lei. Porém, o segundo é o caminho de Deus, e corresponde ao princípio da graça”. (F. B. Hole: A grande salvação de Deus).

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald