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Resgate e Redenção
Resgate e Redenção

A Bíblia faz distinção entre esses dois termos? Vamos meditar juntos.

2 Pedro 2:1 – Romanos 3:24

 

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição”. (2 Pedro 2:1)

Nessa passagem, Pedro fala de homens que negam o Senhor Jesus, embora, com base na Sua obra no Gólgota, Ele os “resgatou”. Isso traz bastantes dificuldades para o leitor da Bíblia. Muitos já se perguntaram como é possível que o Senhor Jesus tenha comprado/resgatado sectários maus, pois é isso que lemos nessa passagem.

Aqueles que pensam que cristãos podem se perder, gostam de apontar para essa passagem para dar sustentação a seu ponto de vista. Ali nós lemos acerca de falsos mestres, que negam seu Senhor, que os resgatou, e que por isso o fim deles será a repentina destruição. Dizem então, que a conclusão é que aqueles que foram comprados por Cristo podem ser julgados por Deus. Alguns podem até se escandalizar de que o Senhor tenha resgatado falsos mestres e hereges.

Porém temos de discernir entre resgatar e redimir, e é importante que entendamos essa diferença. Resgatar e redimir são aspectos totalmente diferentes, até mesmo opostos.

Esses homens perversos de 2 Pedro 2, foram “resgatados”, comprados, pois por meio da Sua morte e ressurreição, o Senhor Jesus obteve direitos universais e é Senhor de todos. Contudo eles não eram “redimidos”. Ninguém pode ser redimido sem ter sido comprado. Mas muitos podem ser comprados sem ser redimidos.

Somente aquele que confessa seus pecados a Deus, e com isso se converte, experimenta a redenção dos seus pecados. Somente para esse o Senhor Jesus entrou, de forma substitutiva, no juízo de Deus, de maneira que para ele “nenhuma condenação há” (Rm 8:1). Porém, o Senhor Jesus não morreu somente por aqueles que o aceitariam como Salvador. Ele também é “a propiciação pelos... pecados... de todo o mundo” (1 Jo 2:2), isso quer dizer que Ele colocou a base para que todos pudessem vir a Deus; que o evangelho pudesse ser oferecido a todos. Essa obra é suficiente para todo aquele que quer vir. Além disso, essa obra de expiação é a base para que um dia todos os pecados possam ser removidos do universo, de maneira que Deus possa ser satisfeito plenamente no que diz respeito ao pecado. Este nunca mais estará diante da Sua face (comp. com João 1:29, onde diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”).

Como consequência dessa propiciação, o Senhor Jesus simultaneamente resgatou, comprou de volta, aos que renegaram a Deus em suas vidas para se tornar escravos de Satanás e do pecado (comp. com Rm 6:16-17). Agora o Senhor tem direitos sobre as suas vidas, ninguém pode dizer que está livre para fazer o que lhe apraz. O Senhor comprou a cada ser humano por meio da Sua obra, de forma que este é responsável perante Ele. O homem não é automaticamente redimido, porém ele pertence ao Senhor Jesus, que tem o direito de dispor dele. Nesse sentido o Senhor Jesus comprou o mundo, ele Lhe pertence embora Satanás ainda domine este mundo como deus (comp. com 2 Co 4:4).

Nesse contexto é digno de nota que Satanás, ao tentar o Senhor, reivindicou para si a autoridade sobre todos os reinos desse mundo e sua glória (Mt 4:4). Ele havia se apropriado dela pela força, a usurpou. E o Senhor, no Seu diálogo com Satanás, não nega isso. Porém, na cruz o Senhor não apenas venceu o poder de Satanás, mas também lhe tomou todos os seus direitos sobre este mundo. Cristo, por meio da Sua obra de expiação, adquiriu o direito de propriedade sobre toda a criação. A propósito, nunca é mencionado para quem o preço da compra tenha sido pago. Para não haver mal-entendidos, gostaríamos de enfatizar que o Senhor nunca comprou algo “de” Satanás, ou que tenha pagado algum preço a ele. Satanás possuía o poder da morte (Hb 2:14), e para lhe tomar esse poder, Cristo teve de morrer. Porém em lugar algum se diz que nosso Salvador tenha pagado algo à Satanás. Esse é um pensamento absolutamente errado!

Acrescentamos ainda um pensamento para o termo “comprar”. Essa expressão é aplicada no Novo Testamento à obra de Cristo na cruz (comp. com 1 Co 6:20; 7:23; 2 Pe 2:1; Ap 5:9; 14:3-4), aponta, portanto, para a morte do Senhor Jesus; mas a reivindicação desse direito abrange a ressurreição e a glorificação do nosso Senhor. Trata-se, em última instância, do preço que o nosso Salvador teve que pagar. Isso comove nossos corações!

“Comprar”, significa tornar alguém em um escravo. É pago um preço, e o outro se torna meu. Por meio da obra na cruz, o Senhor Jesus glorificou a Deus, e como resposta a isso, Deus sujeitou tudo a Ele como Filho do Homem — também toda a humanidade. Além disso, como Filho de Deus, o Senhor Jesus naturalmente tem direito sobre cada ser humano. Porém, agora Ele tem esse direito como Homem glorificado. Ele comprou os homens para Si. Comprar significa, portanto, obter direitos sobre alguém; o Senhor tem direitos sobre todos os homens. “Comprar” se aplica a todo o mundo (humanidade), não apenas aos crentes. Isso nos mostra o versículo de 2 Pedro 2. Esses falsos mestres haviam sido “comprados”, porém eles não eram redimidos, visto que não creram no Senhor Jesus. Eles O negaram, atraindo sobre si repentina destruição.

Em nenhuma parte das Sagradas Escrituras é dito que o Senhor tenha redimido algum falso mestre ou qualquer outra pessoa que não seja salva. Na Palavra de Deus não há uma sílaba sequer que enfraqueça a certeza de que o crente possui vida eterna. Por outro lado é ensinado, de forma igualmente clara, que o Senhor “comprou” todos os homens, salvos ou não, crentes ou não. Ele comprou o mundo e tudo o que faz parte dele. Esse ensino, encontramos por toda parte, seja em parábola, seja na doutrina, seja nos evangelhos ou nas cartas. Essa é a constante afirmação do Espírito Santo. Portanto, as pessoas más são, naturalmente, compradas, da mesma forma como as demais pessoas.

Uma ilustração interessante para isso, encontramos na parábola do tesouro escondido no campo. Todo o campo foi comprado por causa do tesouro (o campo é figura do mundo, Mt 13:38,44). O Senhor Jesus, por meio da Sua morte adquiriu o direito sobre todo o mundo (em adição ao direito de propriedade que Lhe cabe como Criador). Também é interessante observar que o Senhor Jesus não adquiriu simplesmente o tesouro, ou seja, os cristãos, mas Ele comprou todo o campo, o mundo. Contudo, isso não significa que todo o mundo será salvo. Cristo, a quem tudo pertence como Deus e Criador, agora, como Filho do Homem recebeu o direito sobre todos os homens.

 

REDENÇÃO

Redenção é, todavia, um conceito totalmente diferente. Não apenas pode ser sequer comparado com “resgatar/comprar”, mas se encontra em um nítido contraste. A essência da redenção consiste em libertar uma pessoa do poder do inimigo, tirar alguém que se encontra aprisionada na escravidão, e conceder a liberdade a um indivíduo mediante o pagamento de um preço de redenção. Essa é uma realidade apenas para o crente. Somente ele foi resgatado e libertado da prisão. Essa é uma libertação efetiva e é exclusiva da fé. Não se trata apenas de um preço de resgate, este não basta para a redenção que deve libertar um escravo ou um prisioneiro. Esse objetivo nunca será alcançado se a alma não crê em Cristo. Portanto, a redenção é distinta do resgate.

Vamos supor que compramos uma pessoa. Qual é o resultado de tal transação? Essa pessoa se torna um escravo. Isso é exatamente o oposto da redenção. A redenção liberta um escravo; uma compra (ou resgate) faz com que aquilo que é comprado se torne uma propriedade, um escravo. Comprar, resgatar é o oposto de redenção. Redenção significa libertar alguém. O Senhor Jesus efetuou isso naqueles que creem nEle. Eles estão livres da escravidão do pecado e de Satanás. Ser resgatado não é ser redimido; esse é o ponto. Ser resgatado é geral; a redenção se aplica a pessoas, é individual. Aplica-se a um grupo especial, àqueles que receberam a Cristo pela fé como seu Salvador.

Os dois pontos de vista valem para os cristãos e se encontram no sangue de Cristo. O cristão é tanto resgatado como redimido, porém somente ele é redimido. Cristo redimiu (libertou por meio do pagamento de um preço), e o preço que Ele teve que pagar consistia no Seu próprio sangue, isto é, a Sua vida (1 Pe 1:18-19). Além de ser redimido, o cristão também foi comprado pelo sangue de Cristo, e isso implica que ele se tornou escravo de Cristo e, portanto, um servo dEle. Pelo resgate foi feito um escravo, pela redenção ele foi libertado por completo. É precisamente esse paradoxo que o homem natural nunca entende. Também há muitos teólogos que confundem essas duas verdades de tal modo, que é impossível obter uma resposta da parte deles.

O mundo sempre pertenceu ao nosso Senhor como Criador, porém Ele o teria possuído sozinho para sempre. Assim como Adão compartilhou o seu domínio sobre essa Terra com Eva — embora tenha sido delegado a ele pessoalmente — assim Cristo não queria exercer sozinho o domínio sobre essa Terra, Ele quer compartilhar isso conosco. Assim Ele adquiriu os direitos sobre a Terra pela segunda vez, dessa vez como Homem, para poder compartilhar essa glória com a Igreja, conosco.

Glórias e louvor sejam ao nosso Salvador, Redentor e Senhor!

 

Extraído de vários escritos de diversos autores, recopilado e adaptado.

 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald