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Samuel e a Arca - Novo
Samuel e a Arca - Novo

Samuel viveu na época que marca uma virada na história de Israel. Ele viveu através da transição do período dos juízes para a era dos reis, e estava bastante envolvido em todo esse processo. De fato, Samuel é o vínculo que une essas duas épocas. Ele é o último dos juízes e ao mesmo tempo é o profeta que unge o primeiro rei, o qual através desse ato confirma a nomeação do mesmo.

Nos dias dos juízes cada um fazia o que achava certo aos seus próprios olhos. Naqueles dias não havia rei em Israel. Não havia ninguém para colocar as coisas em ordem entre o próprio povo, fortalecendo assim o mesmo contra os inimigos ao redor. Foi apenas a graça de Deus que vez após vez, enviou um libertador quando os israelitas clamaram ao Senhor e se voltaram da idolatria que praticavam. O sacerdócio, esse elo importante entre Deus e o povo também havia fracassado. Os primeiros capítulos de I Samuel nos mostram quão sério era esse desleixo, de tal maneira que o sacerdócio e o serviço no tabernáculo se tornaram motivo de zombaria. Foi aí que Deus entrou em ação. Ele enviou um profeta, Samuel. De um lado, Samuel tinha que anunciar o julgamento sobre aquela situação que Deus não podia tolerar mais. Por outro lado, ele tinha que se tornar o pioneiro de um novo regime. Samuel é aquele que anuncia tanto o julgamento sobre a casa de Eli como a introdução do reino (primeiro o de Saul, o rei segundo a carne, e depois o de Davi, o homem segundo o coração de Deus).

Samuel é considerado como o primeiro dos profetas (cf Atos 3:24). Isso não quer dizer que não tenham existido profetas antes dele. Moisés é chamado de profeta, e sua irmã Miriam de profetiza ( Dt 18:15, Êx 15:20). Até mesmo o próprio Abraão era um profeta (Gn 20:7). Então essa ideia não era desconhecida em si mesma. O mesmo também é verdadeiro com respeito à ideia do reino (ver Dt 17; Dt 33:5; Jz 8-9; ISm 8). Entretanto, com o aparecimento de Samuel essas ideias começaram a se cristalizarem como instituições permanentes em Israel.

Começando naqueles primeiros dias, a vida de Samuel foi separada para o serviço do Senhor. Sua mãe Ana havia pedido ao Senhor um filho, o qual ela prometeu consagrá-lo ao serviço de Deus. No meio de todo o mal que o cercava, o jovem Samuel servia diante de Deus enquanto "crescia diante do Senhor" (I Sm 2:18, 21). De repente, chega o momento quando Samuel é chamado para o serviço que o Senhor tinha para ele. Samuel ouve a voz de Deus, se dirigindo a ele vinda por cima da arca, o símbolo da presença Deus (ISm 3:3-10). O Senhor não havia falado por um longo período de tempo. Qualquer palavra vinda da parte de Deus era muito rara naquela época. Isso era resultado direto daquele estado de decadência e de escuridão espiritual e moral. Israel estava mergulhado em trevas, em sentido literal, bem como figurativo. Então de repente, a voz de Deus é ouvida chamando: Samuel, Samuel! Essa foi a primeira vez que Samuel ouviu a voz de Deus, apesar dele estar vivendo perto do Senhor e tivesse crescido em Sua presença. Mas agora, finalmente, havia chegado o momento para ele assumir sua tarefa como um profeta e como aquele que anuncia uma nova era, um novo dia na história do povo de Deus. Assim que Deus fala, Samuel imediatamente se coloca a disposição do Senhor. 

No chamado de Samuel existem importantes lições práticas para nós, as quais são particularmente cruciais para os novos crentes. Nós também estamos vivendo em um tempo de grande decadência moral, quando o julgamento precisa começar pela casa de Deus. No entanto, em meio de todo o mal que nos cerca, ainda existe a possibilidade de crescer "diante do Senhor", como nos é dito, de modo tão maravilhoso, acerca de Samuel. Ele estava vivendo na presença de Deus continuamente e até dormia no templo (ao redor da tenda da aliança, ao que parece, uma casa mais permanente com portas havia sido construída - Cf I Sm 1:9; 2:22; 3:3,15).

Que privilégio poder viver na presença de Deus e tendo Deus falando conosco pessoalmente. Ele terá uma mensagem para nós, tanto de tristeza quanto de alegria. De tristeza, porque Deus irá deixar de lado o testemunho que Ele tem agora sobre a terra, assim como aconteceu com seu lugar de habitação em Siló. Mas também trará uma mensagem de alegria, porque Deus irá apresentar a perspectiva da vinda de Seu ungido, Seu Cristo, o qual colocará todas as coisas em ordem e cujo reino trará paz e descanso ( Salmos 78:56 - 72). Talvez nós achemos difícil  levar adiante a mensagem do juízo vindouro para outros, da mesma maneira que Samuel estava relutante em informar Eli sobre a visão que tivera. Todavia, esses são fatos estabelecidos. Deus tem sido longânimo com Sua fraca igreja e é chegado o momento quando a mesma não será mais Sua testemunha na terra. Deus irá julgar a igreja infiel, levará para o céu aqueles que realmente pertencem a Ele e então retomará Seu trabalho com o povo de Israel. Depois disso, Cristo irá aparecer em esplendor e majestade, junto com Sua noiva celestial, com o objetivo de estabelecer Seu domínio aqui na terra e reinar como Príncipe da Paz.

Estimado Leitor, caso tenha interesse em saber sobre o assunto entre em contato conosco.

Julio Marcos. 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald